segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
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sábado, 27 de novembro de 2010
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sábado, 23 de outubro de 2010
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
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- As visitas estão suspensas por quatro dias a partir de hoje! – Bin-Bin.
sábado, 25 de setembro de 2010
58
Tiago abriu a porta e encontrou Aline diante dela.
- Frangos correm sem cabeça. – Aline.
- Por que me diz isso? – Tiago.
- Carlos vai arrancar a sua.
- Olha garota, você não tem nada a ver com isso. Então não se meta na minha vida e eu te deixo em paz.
- Capaz não sou de te deixar em paz. O que você faz...
- Não ouse terminar Aline. – Rosa.
- Está tarde Bernardo, é hora de dormir. – Ottus.
- Ele tem razão querido. Preciso dormir cedo se quiser que eu venha te ver cedo. – Roxane.
- Fique mais um pouco e conte outra história. – Bernardo.
- Está bem. Pode ir Ottus, irei me deitar em alguns minutos.
Ao perceber que Bernardo dormia Roxane parou de ler em voz alta e terminou o livro apenas para si. Acabou adormecendo na cadeira debruçada na cama de Bernardo.
Valério esperava encontrá-los despertos ao entrar no quarto e surpreso cobriu Roxane com um lençol e saiu. Após dar boa noite a Raíssa partiu para o próprio quarto.
21h57min QUINTA 22 de Agosto.
Com a mão dolorida Aline não conseguia dormir. Sentindo calor foi abrir a janela quando viu um desconhecido no pátio. O homem falava sozinho antes de uma pequena sacola surgir em suas mãos. Depois ele partiu pulando a grade.
Ela desceu as escadas a tempo de ver Tiago entrar. Ele pareceu surpreso ao tentar disfarças.
- Boa noite. – Tiago.
- A minha está sendo ótima, apenas... – Aline.
- Sem brincadeiras Aline. Você não sabe brincar.
- Quem brinca com a noite é pra levar susto da lua.
- Lua não assusta. O luar que acalma.
- É o que você acha.
- Boa noite.
Tiago se trancou em seu quarto, porém sem conseguir adormecer passou a noite folheando revistas. Aline sentiu sede e ao voltar da cozinha escutou ruídos na sala comunicativa. Angelus descansava em um sono agitado do qual parecia não conseguir despertar.
- Angelo... Angelo acorde. – Aline.
Não foi preciso que Aline a sacudisse. Ao sentir a mão dela em seu braço Angelus despertou construindo tridentes curvos ao atacá-la. As lâminas causaram três cortes no braço de Aline. Ela permaneceu imóvel olhando os tridentes que se derretiam nas mãos de Angelo ao se levantar.
- Aline. – Angelo.
Ele a sentiu escorregar e suas mãos se sujaram de sangue. Aline observou a ferida.
- Alguém! Ajudem-me! Socorro! – Angelo.
Sandra, Elisa e Vitor desceram as escadas e ajudaram a segurar Aline. Sandra examinou o braço dela. Joan retirou a camisa para estancar o sangue.
- Voltem aos seus quartos. – Vitor.
Os gêmeos começaram a subir.
23h00min QUINTA 22 de Agosto.
Aline foi colocada em estado grave na mesa cirúrgica. Havia perdido muito sangue. Bin-Bin e Io-lan se debruçavam sobre ela tentando conter o sangramento. Rosa foi acordada, mas não tiveram noticias durante uma hora.
- Angelo. – Rosa.
- Como soube onde eu estava? – Angelo.
- Desde a nossa juventude que você sobe em telhados.
- Próximo das nuvens.
- O que aconteceu?
- Eu não sei. Aline me despertou de um sono atordoado.
- Com o que sonhava.
- Fogo. Deserto e fogo.
- Entendo.
- Não desejo falar sobre isto agora. Irei para a catedral.
- Está bem. Eu o espero quando quiser conversar.
- Eu poderia tê-la matado Rosa. Ou Aline está condenada?
- Não pense nisso agora. Aline está bem e eu sei que não desejava ferir ninguém.
- Há diferença entre querer e fazer Rosa.
- Sim, claro.
Angelus levantou vôo diante da baixa lua crescente.
Depois de costurados os pontos em Aline sem o efeito da anestesia ela foi colocada no soro para repousar ao lado de Carlos.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
57
- Queria falar comigo? – Tiago.
- Sim. Sente-se, por favor. – Rosa.
- Algum problema com o meu irmão?
- Não. Quero apenas saber se pensou sobre o convite que lhe fiz.
- Não, não pensei. Com Carlos doente não me sobra muito no que pensar.
- Aqui terá alimentação balanceada e residência adaptada como tem sido em sua vinda freqüentes para cá. A tutoria dependeria de sua tia. Creio que ela não se oporia a isto. Conformo-me com a gratificação de seus estudos na educação governamental e instrução que ofereceremos aqui com os nossos professores. Não importa quanto tempo leve.
- Eu conheço os atrativos deste lugar, mas quero conversar com Carlos antes.
- Sob a nossa responsabilidade você terá chances de ajudar Carlos.
- Como?
- Soube dos progressos na recuperação de Carlos apenas por você estar no mesmo cômodo que ele. A recuperação voltou a ser lenta sem você ao seu lado.
- Eu sei disto, mas ainda não entendo.
- Entenderemos com alguns exames em nossos laboratórios. Gostaria que visse estas radiografias de Carlos. São de quatro anos atrás, quando veio me procurar para residir na associação.
Tiago pegou as folhas escuras e as observou contra as luzes do abajur.
- As partes circuladas são fraturas antigas, ele não estava ferido ao chegar aqui. É difícil percebê-las. – Rosa.
- O que isso quer dizer? – Tiago.
- Quando estas fraturas ocorreram Carlos estava no auge de sua fase de crescimento. Os ossos se recuperaram facilmente. Observe estas outras radiografias?
- O que são?
- As fraturas que Carlos tem agora. Veja, estão nos mesmo lugares que as antigas, parecem terem sido reabertas. Duas fraturas no maxilar e nas costelas, uma no braço e seis nas pernas.
- Eu entendo, ao menos em parte.
- Temos todas as respostas que compõem Carlos, mas algumas não dependem dele. Não temos autorização para examiná-lo Tiago, a menos que assine os documentos.
- Assino com uma condição.
- Diga.
- Quero as radiografias.
- Pode levar as antigas que fazem parte do arquivo da associação. As recentes fazem parte do arquivo medico.
- Está bem.
- Acertarei a documentação e o procurarei.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
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sábado, 17 de julho de 2010
55
06h30min QUINTA 22 de Agosto.
Pela manhã Aline desceu para o café onde Angelo a aguardava.
- Espero por você na garagem. – Angelo.
- Você que sabe. – Aline.
- Não pense em faltar. – Rosa.
- Claro que não. Será bastante agradável para Angelo. Tanto quanto para um anjo de asas perfuradas. Posso garantir.
Após o café Aline saiu para a garagem e ao ver Angelo ficou séria.
- Soldado se apresentando, Sargento! – Aline.
- Não me agrada esta brincadeira.
- Sim senhor, Sargento!
08h00min QUINTA 22 de Agosto.
Saíram da garagem por uma porta lateral entrando em um hangar subterrâneo até então desconhecido. Aline gostou de ver uma aeronave ali guardada.
- Que coisa é essa? – Aline.
- Escaravelho Prateado. Nosso transporte emergencial a longas distâncias. – Angelo.
Entraram na cabine e Angelo mexeu no painel até abrir-se o teto.
- Preciso de ajuda no conserto da turbina direita. Não é muito diferente do escapamento de um carro. – Angelo.
- Ótimo. Precisa que eu ajuste o painel? – Aline.
- O painel é mais complicado que carros. Preciso que vá até a turbina.
- Claro. Você que tem asas e eu que tenho que voar. Será fácil.
- Use a corda.
Angelo amarrou a corda e Aline se apoiou após sair da escada, descendo entre as turbinas.
- Quais delas você quer que eu verifique? – Aline.
- A do lado direito. Tenha cuidado, não tem muito tempo que eu as desliguei. – Angelo.
- Onde esteve? – Luciana.
- Por aí. Estava me procurando? – Tiago.
- Sim.
- Algum problema com Carlos?
- Madame Rosa quer falar com você.
- Obrigado. Antes vou passar no meu quarto.
Luciana foi para a cozinha preparar um lanche para si e encontrou Ottus.
- Boa tarde. – Luciana.
- Oi. – Ottus.
- Passe-me a faca, por favor.
- Claro.
- Não seria muito para você comer?
- Não é para mim. É para Roxane e Bernardo.
- Já lanchou?
- Não gosto de lanches. Apenas almoço e janto. Roxane está sem apetite, mas creio que comerá com Bernardo. Quer lanchar com eles?
- Não, obrigada.
- Não tem problema.
- Há um problema. Eu gostaria, mas não posso.
- Entendo. Se precisa se esconder é por oferecer perigo, como Catarina e eu.
- Eu mataria alguém que pusesse os olhos em apenas os meus cabelos. Qual a sua atividade?
- Indução. Por isso não me permitem tirar os óculos, mesmo sendo cego.
- Vejo-o ocupado Ottus, por isso conversaremos em outra hora.
- Me agradaria bastante.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
54
21h50min QUARTA 21 de Agosto.
Roxane saiu apressada para o terceiro andar. Bernardo gania como um garoto malhado ou um cachorro sem unhas.
- Roxane. – Bernardo.
- Acalme-se garoto. Ela vai voltar aqui agorinha mesmo. – Valério.
- Estou com frio.
- Vai passar. Você ficará bem.
- Roxane...
Bin-Bin entrou no quarto com Roxane e se aproximou da cama.
- Como ele está? – Bin-Bin.
- Péssimo. Catarina estava muito perto dele quando perdeu os óculos. – Valério.
- Preciso que espere no corredor Roxane.
- Fora por quê? Quero ficar ao lado dele. – Roxane.
- Por favor, Roxane. – Valério.
- Está bem.
22h18min QUARTA 21 de Agosto.
Aguardando que Roxane saísse Bin-Bin preparava uma pequena agulha presa a uma fina mangueira com uma seringa presa à outra extremidade. Valério segurou o parelho enquanto ela acariciava atrás da orelha de Bernardo. Eles esperaram o menino se manter como cachorro para perfurar o final do pescoço, mas inesperadamente o menino voltou a sua forma natural.
- Estão me machucando! – Bernardo.
- Vai passar Bernardo, agüente firme. – Bin-Bin.
- Parem. Parem! O meu pescoço.
Valeiro apertou a medicação que passou pela mangueira até a outra pequena agulha. Retirada, a agulha foi feito um curativo. Valério abriu a porta.
- Pode entrar Roxane. – Valério.
Roxane não demorou a sentar-se ao lado de Bernardo.
- Quero Roxane. Roxane! – Bernardo.
- Eu estou aqui querido. – Roxane.
- Eles me machucaram Roxane. Machucaram. Faz parar de doer!
- Vai passar Bernardo. Foi apenas um remédio para que não sentisse frio. Você vai ficar bom.
- Vou ver como estão Joan e Roan. Poderão retirar as ataduras amanhã cedo. – Bin-Bin.
- E Bernardo? – Roxane.
Bin-Bin olhou-a com preocupação.
- Disse a Bernardo que ele ficará bem. – Roxane.
- Bernardo estava a menos de dois metros de Catarina. De olhos abertos ele foi diretamente atingido pela claridade. A luz pode ter queimado as retinas dele e tê-las comprometido. Após o exame que Io-lan realizou não há como saber se Bernardo poderá recuperar a visão. – Bin-Bin.
- Bernardo pode ficar cego.
- Vamos esperar Roxane. Temos que esperar. Não podemos discutir isto aqui. – Valério.
- Está bem.

