segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

02

18h45min TERÇA 13 de Agosto.

Cantarolava enquanto as abria uma a uma, retirando possiveis perolas. Poderia pegar uma para si, e vende-la para a mãe, mas havia câmeras e se a descobrissem roubando não teria mais o seu emprego. Além disso, estava desenganada pelo medico. Os remedios mais caros não eram mais necessarios, apenas as drogas analgesicas.
A quarta concha da noite escorregou de sua mão, mas segurou-a firme e a forçou com a faca. A perola estava ali, na palma de sua mão. Brilhante, porém pequena demais. Seria pouco o que receberia por aquela pedra.
Tomou nas mãos a próxima concha. Está também escorregou e segurou firme. Escorregou novamente, junto com a faca afiada. Cortou a mão esquerda acima do pulso. Segurou a ferida onde não parava de escorrer sangue.
Levantou-se e a concha aos seus pés abria-se e fechava, saltitando cada vez mais alto. Roxane pisou nela. O mar borbulhava próximo à areia. Ostras saltavam avançando sobre ela, que recuou e correu. As ostras saltavam em suas costas, agarrando-se as cordas de seu casaco de tricô onde ficaram coladas pérolas.
Roxane caiu, sendo encontrada pelo seu patrão, durante a chuva. Estava desacordada e seu pai a havia telefonado. Geraldo a levou ao hospital para ver o pai. O corte de sua mão não mais sangrava, embora doesse bastante.
Roxane: Oi pai. O que aconteceu, sente-se mal?

Um comentário:

  1. Arctos-san,

    Realmente você escreve muito bem, fico feliz que esteja gostando do nosso blog, e depois leia a resposta que deixei naquele seu comentario XD.

    bjs da DonaKyon

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