domingo, 9 de maio de 2010

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20h43min TERÇA 20 de Agosto.

Tiago nada disse e deixou que Eduardo o abraçasse sentindo a espinha fria.
- Como o procurei meu filho. É bom ver que está grande e bem. – Eduardo.
- O que faz aqui? – Tiago.
- Estou com problemas. Financeiros.
- Não trabalho aqui.
- Foi o que eu imaginei.
- O que Carlos recebe aqui é pouco.
- Você pode conseguir coisas para mim, algumas mercadorias.
- Roubar?
- Eu não pediria isso se houvesse outro modo.
- De quanto precisa?
- Três mil.
- É muito.
- Não vai me quere aqui novamente. Posso trazer amigos e Carlos nada poderia fazer para se salvar.
Tiago não respondeu.
- Eu sabia que concordaria comigo. Posso confiar em você. Eu voltarei, esteja preparado. – Eduardo.
Ele afastou-se e Tiago percebeu que Carlos respirava melhor. Com um joelho no chão ele viu o rosto ferido do irmão.

Os alunos terminavam o jantar quando Bernardo ficou inquieto, mastigando depressa e derramando o copo.
- Qual o problema? Está com pulgas? – Aline.
- Eu não tenho pulgas! – Bernardo.
- Algum problema? – Vitor.
- Alguém está assoviando. Assovio de cachorro me deixa alegre, com vontade de correr.
- Por favor, Bernardo. Vá verificar o que é. – Rosa.


20h50min TERÇA 20 de Agosto

Bernardo se levantou e com as mãos no chão era um cachorro peludo que corria e desaparecia pela parede esbarrando na cadeira.
- Carlos está no pátio! – Bernardo.
Valério consultou o relógio.
- Era para estarem a caminho da ferroviária. – Valério.
- Tiago está cuidando dele! Carlos está muito ferido, não está acordado.
Valério se levantou e se encaminhou primeiro a porta. Os alunos também se levantaram.
- Ninguém sai daqui. Cuide de Bernardo, Raíssa. – Rosa.
- Sim madame. – Raíssa.
Valério desceu correndo as escadas da frente e caminhou em direção ao portão chamando por Tiago.
- Estou aqui! – Tiago.
Tiago aguardava ajuda na estrada de cascalhos e o levou rapidamente à árvore onde estava Carlos.
- Não consegui fazer Carlos recuperar a consciência. – Tiago.
- Onde ele está? – Valério.
- Entre aquelas árvores.
Caminharam apressados até o local e Valério abaixou-se ao lado de Carlos.
- Moveu ele de lugar? – Valério.
- Pouco quando ainda estava consciente. – Tiago.
Valério saiu do caminho para que Io-lan e Bin-Bin o examinassem.
- Ele está muito ferido. Precisa ir para cima imediatamente em uma maca. – Bin-Bin.
- Eu buscarei. – Io-lan.
- O que aconteceu com Carlos? – Valério.
- Eu não sei. Saíamos quando ele começou a se sentir mal. Ele me disse para buscar ajuda, mas eu não quis deixá-lo sozinho. – Tiago.
- Vocês brigaram?
- Não! Eu não bateria nele nem se eu quisesse.
- Eu não entendo como ele pode ter se machucado tanto em tão pouco tempo. Ele estava bem esta noite e vocês estavam sozinhos.
- Como ele adoeceu antes?
- Eu não sei.

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